Celina Joppert conduziu no dia 20 de agosto de 2010 a oficina “Criando Estratégias para Construir o Seu Novo” no CONARH 2010, o maior congresso de Recursos Humanos da America Latina, e um dos três maiores do mundo. A oficina ofereceu ferramentas para que os participantes pudessem construir sua relação com o novo, criando oportunidades para evoluir e trazer para a sua realidade – tanto na esfera profissional, quanto na pessoal – inovações e estratégias mais eficazes. A atividade foi um sucesso!
A oficina começou, é claro, com muita Musicatividade, ferramenta criada pela consultora Celina Joppert para acessar as pessoas de uma maneira diferente: pela emoção. Assim, o grupo ficou quase que instantaneamente entrosado e aberto para receber todo o conteúdo que viria a seguir nas próximas 1h45. A expectativa fica no ar quando Celina diz que quer conhecer o grupo de uma maneira especial, “musicalmente”. Todos ficam ansiosos, até meio aflitos, pois o veredicto do grupo é quase que totalmente desastroso quando é feita a pesquisa sobre a sua habilidade de cantar. Mas, em seguida, essa sensação se transforma em alegria e superação, com o grupo todo “dando um show”, como diz Celina Joppert.
O trabalho é aberto, apresentando o panorama de que as mudanças acontecerão, independente da nossa vontade. Cabe a nós escolher se queremos participar dessas mudanças ativamente, tornando-nos responsáveis por criar o futuro que desejamos a partir do presente, ou simplesmente deixarmo-nos arrastar pela maré de novidades, sendo agentes passivos, aqueles que sofrem as mudanças.
Depois do hino de Lulu Santos, “Como uma onda”, os participantes foram surpreendidos com um convite feito por Celina para escolherem algo em suas carteiras, bolsas, bolsos e mochilas de que pudessem se desfazer. Podia ser desde um comprovante de pagamento velho até canetas que não funcionam mais. E por incrível que pareça, simplesmente 100% do público tinha pelo menos um objeto para se desapegar. É assim também que funciona dentro do nosso sistema. Precisamos abrir espaço para o novo, senão quando ele chega, fica sem espaço, como em um armário entupido de roupas. Quando ganhamos uma blusa, as gavetas já estão tão lotadas que fica impossível guardá-la. Precisamos “fazer uma limpa” e ver o que já não nos serve mais para receber o novo.
Celina ilustra a explicação com princípios da PNL – Programação Neurolinguística: “imagine que nós, seres humanos, somos uma máquina. A melhor já criada e a que jamais terá sua tecnologia superada. Para que essa máquina funcione, é necessário instalar um software. Os softwares que rodam dentro da gente são as nossas crenças, que podem ser de possibilidades ou limitantes. De vez em quando, precisamos dar upgrade no nosso sistema, rever no que estamos rodando e se esse é o melhor software para realizar aquela tarefa”, afirma Celina Joppert.
Celina busca identificar com o grupo diversas crenças populares que acabam afetando o nosso sistema. “Pau que nasce torto, nunca se endireita”, “A fruta não cai longe do pé”, “Filho de peixe, peixinho é”, “Dinheiro não trás felicidade...” “...mas manda buscar”, “Homem é tudo igual, só muda de endereço”, “Mulher no volante, perigo constante”e por aí vai. Precisamos tomar cuidado para não instalarmos essas crenças naturalmente no nosso sistema, ou instalarmos apenas aquelas em que realmente escolhemos acreditar e que vão trazer os resultados que desejamos.
Baseada também no coaching, Celina Joppert propõe que partamos para a ação, e para isso usa um manual com técnicas e planos de ação para que cada participante construa o seu novo particular. Ela pede que o público busque suas próprias crenças a respeito de felicidade, homem e mulher, dinheiro, sucesso e mudanças. Depois desafia as pessoas a reprogramar as crenças limitantes. Celina apresenta uma imagem que representa a vida percorrendo ciclos que vão da certeza à incerteza. Precisamos saber transitar naturalmente entre eles, pois as incertezas são desafios, e as certezas, resultado. É isso que faz a vida acontecer.
Tudo isso só é possível para quem busca sempre o auto conhecimento. Só assim somos capazes de identificar as crenças e lentes pelas quais vivemos, desenvolver e manter a auto estima e a auto confiança para promover as mudanças necessárias, que nem sempre são fáceis, e fazer uma eficiente auto gestão para que estes 3 A’s tragam o melhor de cada um de nós. A esse conceito, Celina chama de “os 4 A’s”, e são a base para gerar a mudança de dentro para fora, e também de fora para dentro.
Celina encerra falando da importância de se diferenciar. “Ser diferente é vantagem competitiva”, afirma. Num mercado saturado, se o profissional não se destaca, se não age de maneira única e especial, ele está arriscado a virar uma commodity, isto é, alguém que vai competir simplesmente pelo preço, aceitando salários menores e pouca valorização e realização para garantir seu emprego. E como não poderia deixar de ser, Celina encerra a oficina cantando “Ovelha Negra”, clássico de Rita Lee. Só que com detalhe diferente. Na estrofe “tire isso da cabeça, ponha o resto no lugar”, ela convida todo o grupo a cantar “Ponha o Novo no lugar”. E essa é mais uma janela que o CONARH 2010 abriu para o mundo.