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Talk Show com RH

Talk Show com RH

Em um talk show inspirado na manhã do dia 18 de setembro, Celina Joppert recebeu dois expoentes da área de Recursos Humanos, Leila Felicio e Suzy Gouvêa para um bate-papo rico em experiências. O evento foi realizado em parceria por Celina Joppert Desenvolvimento Humano e Fleury Medicina e Saúde.

As pessoas e organizações que conseguem se reinventar são também aquelas que podem chegar mais longe na busca pelos seus objetivos. Esta foi a principal lição que ficou após o Talk Show com RH Encontrando o Equilíbrio - Transformando os desafios das múltiplas demandas corporativas em experiências de realização, significado e resultados, conduzido por Celina Joppert no dia 18 de setembro com Leila Felicio, diretora de Recursos Humanos da Globosat, e Suzy Gouvêa, membro do Conselho Administrativo da Leader Magazine. O evento, montado no Centro de Eventos do Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, foi realizado em parceria por Celina Joppert Desenvolvimento Humano e Fleury Medicina e Saúde.

"Reinventar-se" foi a tônica do encontro, que começou em tom descontraído com os “cantores” João Franco e Marta Martins, escolhidos por Celina a partir do público presente de mais de 80 pessoas. Eles foram chamados para subir ao palco e, de improviso, cantaram Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, arrancando aplausos da platéia. "Vocês dois aqui ao vivo, sem a letra da música e em frente a esse grande grupo, tiveram que se reinventar, superar seus próprios limites, deixando de lado a timidez e assumindo o papel de verdadeiros cantores", pontuou Celina. Era a deixa para o que estava por vir.

Leila Felicio e Suzy Gouvêa foram chamadas ao palco, decorado no estilo de uma sala aberta, onde o público era convidado a entrdar, ouvir e participar de um bate-papo rico em reflexões e experiências de vida dessas profissionais. Embalada pela condução de Celina Joppert, a troca de idéias correu solta, para deleite da platéia que lotou o auditório.

O jogo do ganha-ganha

Para Leila Felicio, da Globosat, "o dever de RH é confiar nas pessoas".
Para Leila Felicio, da Globosat, "RH precisa criar maneiras de permitir que as pessoas alcancem a sua melhor performance."

Leila chamou a atenção para o papel preponderante das pessoas no processo de transformação das organizações. "O dever de RH é confiar nas pessoas". Quanto mais a empresa delega responsabilidades e cobra resultados, mais as pessoas respondem buscando seu desenvolvimento e evolução profissional. No final das contas, o processo beneficia os próprios indivíduos e contribui para o sucesso de toda a organização, gerando uma espécie de ciclo virtuoso. "Nós que trabalhamos em RH precisamos criar maneiras de estimular e permitir que as pessoas alcancem a sua melhor performance. E isto inclui preparar os líderes para dar autonomia às pessoas", afirmou.

"Eu só acredito no jogo do ganha-ganha", acrescentou Suzy Gouvêa, referindo-se à colaboração vitoriosa que se dá quando a organização e as suas pessoas se ajudam mutuamente para alcançar objetivos comuns. "As pessoas possuem um enorme potencial de realização e de transformação da realidade à sua volta", afirmou. Para aproveitar-se desse enorme potencial, o RH, e de forma mais ampla, toda a organização, precisam dar espaço, preparar e estimular as pessoas naquilo que elas têm de melhor: "a gente não precisa de mãos e braços, e sim da mente, do coração e da alma das pessoas".

Suzy Gouvêa foi ainda mais longe quando afirmou que "a organização não será melhor do que a soma das competências das pessoas que lá estão." Por isso, ela enfatizou o papel fundamental da formação das pessoas que compõem o quadro de funcionários. "Eu sempre considerei muito importante a preparação, o desenvolvimento e a auto-estima das pessoas." Para Suzy Gouvêa, o funcionário que está na ponta, em contato com o cliente, precisa ter uma compreensão ampla do negócio da organização, entendendo o profundo impacto que a sua atividade terá para os resultados da organização. Por isso, durante o período em que esteve à frente da operação da Leader Magazine, ela encorajava todos a conhecer o planejamento estratégico da empresa, do diretor ao estoquista. Segundo ela, "isto faz com que as pessoas se sintam parte da empresa, o que beneficia a todos."

Reinventando-se a cada momento

Suzy Gouvêa destacou o exercício de autocrítica que deve ser estimulado pela área de RH dentro das organizações.
Suzy Gouvêa destacou o exercício de autocrítica que deve ser estimulado pela área de RH dentro das organizações.

Durante a apresentação, Celina Joppert, Leila Felicio e Suzy Gouvêa demonstraram uma profunda sintonia ao falar sobre alguns assuntos-chave. Organizações de sucesso são aquelas que entendem profundamente o seu objetivo, e que têm capacidade e autonomia para periodicamente questionar o seu posicionamento, abrindo o espaço para mudanças. Respondendo a uma pergunta da platéia sobre o desafio do administrador público que atua em organizações com maior resistência às mudanças e transformações, Leila Felicio aconselhou: "questione sempre o trabalho que você está fazendo e os rumos que a empresa está tomando. O questionamento é um exercício de reflexão importante, que deve ser constante."

Suzy Gouvêa lembrou o papel central desempenhado pela área de Recursos Humanos dentro da Leader Magazine nos momentos de transformação. "Nós sempre procuramos trazer para a discussão alguns aspectos menos tangíveis da administração da empresa, mas que são tão ou mais importantes para o sucesso e a sobrevivência da organização", afirmou. Algumas questões centrais, como "será que nós estamos no caminho certo?", "qual é a verdadeira missão da nossa organização?" e "estamos escutando o que o cliente está pedindo?", entre outras, são exemplos de exercícios de autocrítica que foram estimulados e levados adiante principalmente pelo RH. A partir desse tipo de questionamento, a empresa tomou recentemente uma importante decisão, em que a família que a dirigia – seus principais acionistas – passou a integrar um conselho administrativo, afastando-se do dia-a-dia da operação. "No início, não foi fácil implementar essa decisão. Toda grande transformação pode ser dolorosa, mas nós sabíamos que esta era a atitude certa a ser tomada."

O exemplo das organizações pode ser extrapolado para a própria vida das pessoas. O rumo que cada um dá a sua carreira e as escolhas que as pessoas fazem têm total impacto sobre a sua felicidade e sobre os objetivos alcançados. Celina Joppert contou sobre o seu processo de auto-questionamento. Em tom de brincadeira, mas efetivamente compartilhando uma valiosa experiência pessoal, contou que periodicamente marca uma entrevista com o seu espelho. Nesse momento, ela questiona os seus rumos profissionais e as decisões que terão impacto sobre a família e as pessoas queridas à volta. "Esse é um processo importante, em que posso identificar algo que esteja me incomodando, ou afetando o equilíbrio que sustenta as coisas mais importantes em minha vida", afirmou.

As três palestrantes compartilharam com o público momentos especiais de suas vidas, em que tomaram decisões que tiveram impacto sobre as suas próprias carreiras, demonstrando que as pessoas bem-sucedidas muitas vezes precisam também reinventar os seus próprios rumos para manter uma trajetória ascendente.

O duelo e o dueto

Celina Joppert acompanhou seus convidados ao violão.
Celina Joppert acompanhou seus convidados ao violão.

No encerramento, Celina Joppert pegou novamente o violão para as últimas dinâmicas do dia. Ela chamou os voluntários Carla Luz e Isaque Farizel para um duelo musical, em que ambos cantaram a música "Eu sei que vou te amar", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Eles tiveram que cantar de cor, sem a letra da música, e cada um recebeu a ajuda da respectiva coluna de convidados, que estavam nas cadeiras à sua frente. O que seria um duelo musical, tornou-se um dueto, com os dois cantando juntos ao fim da apresentação. Por fim, Celina Joppert entoou "Primavera", de Tim Maia, e pediu o apoio de todos para cantar junto. Cada participante recebeu uma rosa e, no momento do refrão "trago esta rosa para lhe dar", trocava a rosa que tinha em mãos com a rosa de outro participante. O evento terminou nesse clima de confraternização e entusiasmo, deixando nas pessoas uma sensação de alegria e leveza.

Fleury Medicina e Saúde

Patrocinador do evento, o Fleury Medicina e Saúde foi apresentado pela sua diretora corporativa de Marketing, Adriana Seixas Braga. Há 81 anos no mercado, o Fleury possui uma tradição de inovação e integração de serviços. Passou de um pequeno laboratório a uma rede de excelência na área de exames e diagnósticos. Há dois anos, a empresa teve o seu próprio processo de “reinvenção”, quando passou a atuar também dentro das empresas, com foco em prevenção. Nas palavras de Adriana, “atualmente, as pessoas passam a maior parte do seu tempo dentro de seus ambientes de trabalho. Durante todo esse período, é importante que elas tenham um ambiente agradável. Estar dentro das empresas é uma forma de estar perto das pessoas, atuando em prol de sua saúde.” O Fleury quer estimular nas pessoas a consciência de cuidar da saúde de forma preventiva, e não reativa: “Cada um precisa tomar para si a gestão de sua própria saúde”, enfatizou Adriana. Ela ressaltou que a parceria com Celina Joppert marca a opção do Fleury Medicina e Saúde pelo bem-estar e pela qualidade de vida.

Da esquerda para a direita, Eloisa Abrahão (Fleury), Adriana Braga (Fleury), Celina Joppert, Renata Nunes (Fleury) e Cibele Laudate (Fleury).
Da esquerda para a direita, Eloisa Abrahão (Fleury), Adriana Braga (Fleury), Celina Joppert, Renata Nunes (Fleury) e Cibele Laudate (Fleury).

Os comentários do público

Para Jussara Xavier, Sócia-diretora da Motivendas, os assuntos tratados no encontro foram de grande relevância para as organizações e para os próprios profissionais que buscam transformações positivas em suas carreiras. "É muito interessante quando pessoas com essa vivência compartilham os seus momentos e experiências pessoais de forma tão franca e aberta com o público."

Isaque Farizel, da Dix Saúde, destacou que “dos diversos Eventos que participei em 2007, o talk show com Celina Joppert foi o de melhor aproveitamento”. Entre os diferenciais, ele destacou aspectos como a harmonia percebida nas atividades desenvolvidas com o público e a qualidade das entrevistadas, ressaltando ainda aspectos como organização do evento e objetividade dos em relação aos temas abordados.

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